Dez questões para checar o nível de maturidade estratégica nas organizações de ensino

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1 - Plano Estratégico
Trata-se de uma Análise Estratégica do Seu Negócio (SWOT[1] ), pela qual,  estudando o Ambiente Interno, identificam-se  as Forças (internas). Podemos reforçar e identificar as áreas que devem ser melhoradas e, de forma análoga, estudar suas deficiências.  Observando ainda o Ambiente Externo, avaliam-se as Oportunidades de Mercado e as Fraquezas (deficiências) que se tem para dele participar.

2 - Análise do Mercado (Concorrência)
Embora a análise de mercado seja parte da Análise SWOT, devido a sua alta relevância, criamos esta categoria individualizada.   Alguns Gestores e/ou “Donos” de Escolas podem entender que esta prática não é tão importante. No entanto, deve-se observar o elevado grau de Mudanças que o mercado vem passando e, se hoje isso não é relevante, a tendência é que em curtíssimo prazo será e, além disso, deve-se considerar que “sair na frente”, analisando seus “concorrentes”, trará vantagens competitivas.

3 - Avaliação de Imagem da Instituição de Ensino
Uma situação é como você vê sua Escola-Empresa; outra é como ela é vista pelas pessoas que interagem com ela. É fundamental poder-se abrir a visão, permitir e buscar essa interpretação alheia. Vale a pena recordar o que foi escrito por Nicolau Maquiavel em 1513 em seu livro O Príncipe (em italiano, Il Principe) , cuja primeira edição foi publicada postumamente em 1532 : “Não basta apenas ser um Príncipe, é preciso também parecer” . Há algumas Instituições dotadas de excelentes qualidades, no entanto, com pouca visibilidade e percepção por sua clientela e nesse sentido devemos explorar estrategicamente a Imagem de Como queremos ser vistos, avaliarmos a imagem atual de como temos sido percebidos e traçar um plano de ações efetivas para adequarmos a Visão de como efetivamente queremos que nos vejam (e, obviamente aqui no outro sentido da frase de Maquiavel: não somente parecer mas também ser!).

4 - Clara expectativa de R.O.I.
Return On Investiment  (R.O.I.[2] ): novamente, alguns gestores podem pensar: “Mas que agressividade, essa palavra tem mais a ver com ‘Empresas Normais’ e não com Instituições de Ensino . . . .” Ledo Engano !!!

Se uma Organização não tem bem claro e formalizado o quanto se espera de Resultado, qualquer resultado será satisfatório,  o que nos poderá levar a uma situação de reclamações e/ou lamentos por ganhar pouco, sem sequer definir previamente o mínimo a ser atingido e conquistado. A falta desse Plano inibe os Resultados.

5- Análise de Posicionamento X Concorrência
A análise de Posicionamento define  com quem (no caso, com quais outras Escolas) devemos nos situar como concorrentes diretos e de que forma queremos ser percebidos pela Clientela em seu sentido amplo (alunos, responsáveis e até professores).  Queremos ser vistos como uma Escola que tem como destaque a competência dos professores, a Beleza e Conforto das Instalações, Sua “baixa” mensalidade ou seus diferenciais.

Não basta nos considerarmos empiricamente melhores do que outros competidores, pois se faz necessária uma metodologia e ferramentas apropriadas para essa Avaliação e assim extraírem-se Conclusões realmente pertinentes e verdadeiras.

6 - Uso de um “Modelo” de Gestão – Pré-Definido e Formal
É muito relevante também que uma Escola-Empresa tenha um “Modelo de gestão” formalizado, pré-estudado, decidido e implementado em pleno uso.
Não se trata de um ERP - Enterprise Resource Planning, ou seja, “Planejamento de Recursos Empresariais”, que são Softwares de Apoio à Gestão, porém em si eles não são o Modelo, mas sim uma ferramenta. É pré-requisito que uma Escola “mais madura profissionalmente” tenha adotado seu Modelo, que define mecanismos e metodologias de Planejamento e de Controle, sendo estes:  Controles de Indicadores de gestão, de Avaliação e Motivação; geração e monitoração de Planos de Ações, e demais Práticas de Gerenciamento.

7 - Cronograma de Ações desdobradas a partir da Estratégia
Este item, do ponto de vista conceitual, poderia estar implícito no primeiro ponto (Estratégia). Porém, para se puder cumprir uma Estratégia, é necessário desdobrá-la em Planos de Ações estratificados em vários níveis e em várias áreas da Organização.
A ideia é que, para cumprir um Todo, é necessário cumprir-se as partes; isso permite o acompanhamento no tempo, gerando prevenções e/ou correções de rota, rumo aos objetivos macro traçados.

8 - Formalização das Competências Pessoais Necessárias
Saber-se o que se deseja para docentes e demais funcionários é uma atividade que merece uma reflexão profunda. Não podemos ficar à mercê da sorte ou do azar de reunirmos determinadas Competências, Habilidades e Atitudes daqueles que fazem parte dos recursos humanos de nossa Organização. É fundamental traçar-se esse perfil com antecedência e buscar (via Recrutamento e/ou Seleção e também via Capacitação, Treinamentos/Formação continuada e desenvolvimento das potencialidades) atingir esse nível comportamental.

9 - Processos Formalmente Mapeados
Quando falamos de Processos é necessário entendê-los em forma de Fluxograma e Documentada formalmente. A análise investigativa do Fluxo de Ações, Documentos e Informações nos permitirá identificar Lacunas e ineficiências a serem otimizadas.
Em diversas Organizações completa-se esse mapeamento com a Descrição via Procedimentos escritos dos Processos e das Atividades pertinentes.  Isso é que viabiliza o real entendimento, a análise crítica, as melhorias de desempenho e a segura documentação, útil inclusive no caso de treinamento de atuais ou novos colaboradores.

10 - Uso Periódico de Pesquisa de Satisfação
A diferença entre o esperado e o realizado é que reflete a real Satisfação das pessoas e, nesse sentido, nosso “Negócio” deve buscar constantemente atingir esses Objetivos de Atendimento, Nível de Serviço e Encantamento, num mecanismo de Motivação, que visa a Resultados desejados.
Descobrir-se sistematicamente ( de modo conveniente a cada caso, desde mensal, até anual – o que se recomenda como intervalo máximo) e identificar as necessidades/expectativas com toda a cadeia das “partes interessadas” (exemplo: alunos, responsáveis, professores, direção, comunidade, investidores etc.) são ações de importância gigantesca.
Paremos para refletir novamente sobre a importância de conhecer com profundidade os problemas para poder resolvê-los bem.
Para tanto, devemos nos estimular e partir para uma Ação Prática: REALIZARMOS UM DIAGNÓSTICO EM NOSSA EMPRESA-ESCOLA. Porém, a exemplo de quando vamos ao Médico, de nada serve a identificação das Causas de nossas doenças ou das áreas que necessitamos melhorar, se efetivamente não colocarmos em prática as respectivas Prescrições. Ou seja, imediatamente após um Diagnóstico e uma melhor consciência de Maturidade Negocial, no caso Maturidade Estratégica, torna-se necessário, obviamente, iniciar um processo de Mudança e de Melhoria Contínua em nossas Organizações.
Precisamos nos dar esse direito, aliás, essa obrigação.

Se isso não ocorrer algo gravíssimo pode acontecer conosco:   . . . . N A D A   !!! ... continuaremos sem melhorias, num processo de atrofia  organizacional, que se inicia pela Estratégia, aliás, pela Falta dela. Diante disso, enfatiza-se a importância desse Auto Diagnóstico inicial e do seguimento a uma adequada e profissional Diagnose Empresarial, seguida da implementação das Oportunidades trazidas à tona; após essa etapa, aí sim, torna-se possível seguir um caminho análogo quanto ao Diagnóstico Educacional e quanto ao Diagnóstico Operacional, melhorando de forma intensa e extensa nossa Competitividade e nossos Resultados.

Por Waldir Ciszevski*


*Waldir Ciszevski é Consultor de Empresas e presidente da Qualitivity Consultoria & Gestão Empresarial, especialista em Diagnóstico Empresarial e Implementação de Melhores Resultados Organizacionais  destacando-se em  Instituições de Ensino. Email:   Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ;   Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.  

 

 

[1] *Traduzindo Análise Swot : Forças (Strengths), Fraquezas (Weaknesses), Oportunidades (Opportunities) e Ameaças (Threats).

[2] *Traduzindo R.O.I. : Return On Investiment: trata-se do Retorno financeiro que se tem mediante  o Investimento  em um Negócio.