A importância da liderança nos processos de gestão escolar
Qui, 03 de Novembro de 2011 17:14
A história da educação nos revela diferentes funções assumidas pela escola desde os primórdios. Essas funções passam pelo trabalho assistencialista e nos dias de hoje assumem a função compensatória de suprir o papel que o núcleo familiar deveria realizar, ou seja, o papel de educar.
É possível encontrar em muitas escolas diversos tipos de gestores, cada qual atuando com suas competências, para definir ações estratégicas em harmonia com o Projeto Político Pedagógico. Com isso, é importante lembrar que para tornar a escola um espaço efetivo de formação de indivíduos autônomos, conscientes do exercício da cidadania, é preciso desenvolver um trabalho focado na gestão democrática.
A implementação de uma gestão participativa é proposta existente nas Leis de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) de 1996, expressando que esse é um dos caminhos mais rápidos para atender às demandas da comunidade escolar, pois sugere a participação do corpo docente, discente, funcionários, famílias e comunidade para resoluções de problemas.
E os nossos gestores escolares estão preparados para exercer a competência de liderança no contexto descrito acima? O papel de um gestor escolar é realizar o trabalho buscando a coletividade, criando condições de confronto construtivo de ideias, desempenhando com flexibilidade e ousadia a sua função de gestor de pessoas e processos ao mesmo tempo.
Para que isso se concretize, é necessário muito diálogo e interação, e o gestor educacional é a peça fundamental da rede de colaboração que deve ser criada, demonstrando segurança em seus objetivos e em suas escolhas de estratégias e direcionamentos.
No contexto de seus conhecimentos, habilidades e atitudes, os líderes educacionais precisam eleger como prioridade a qualidade da aprendizagem, promovendo ações que possam amenizar ou suprir as lacunas relacionadas ao desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem, ou seja, privilegiando a relação professor/aluno e as ações em sala de aula. Mas é importante enfatizar que a participação de todos, que estão ao redor desse núcleo, precisa ser efetiva para fortalecer o que é plantado pelo professor, resultando assim em benefícios emocionais, psicológicos e sociais para os alunos e toda a comunidade escolar.
Este cenário só poderá ser constituído e consolidado se os gestores escolares souberem realizar a gestão de pessoas com eficiência e eficácia, atuando com motivação, potencialização de talentos, realizando o alinhamento destes aspectos da liderança com as definições estratégicas administrativas e pedagógicas. Desafio difícil, mas não impossível!
Por Reinaldo Passadori*
*Reinaldo Passadori é formado em Administração de Empresas com especialização em Recursos Humanos, Comunicação e Neurolinguística e especialista em Comunicação Verbal.
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