PROJETO REA DISCUTE MATERIAIS DIGITAIS ABERTOS NA EDUCAÇÃO
No início deste mês, o auditório Teotonio Vilela, na Assembleia Legislativa de São Paulo, recebeu, em um Seminário, educadores, jornalistas, editores, advogados e militantes da internet livre com vistas a debater o uso dos recursos digitais abertos na educação.
A primeira mesa do Seminário, realizado no último dia 9, foi aberta pela coordenadora do Projeto REA, Brasil Bianca Santana, e pelo deputado estadual Simão Pedro. Ambos resumiram os compromissos de cada participante do evento com os REA. Seguiu-se o cronograma com a realização de outras quatro mesas e uma “desconferência”, dinâmica mais informal de debates, com a manifestação livre dos presentes.
“Sem formatos abertos não existem recursos educacionais abertos”, afirmou o professor da UFABC Sergio Amadeu da Silveira, introduzindo a segunda mesa, que tratou da importância na consonância do contexto atual para a plena consolidação dos REA. John Wilbanks, do Creative Commons, esclareceu questões relacionadas às licenças e apresentou números que comprovam o uso em massa delas pelo mundo: só no Flickr, site de compartilhamento de imagens, são mais de 190 milhões de fotos licenciadas em CC.
Experiências públicas, como o Projeto Folhas, e novas iniciativas privadas, como o portal OCW (OpenCourseWare, espaço de compartilhamento livre de conteúdos educacionais) do Colégio Porto Seguro e o projeto do Colégio Dante Alighieri foram apresentadas, encorpando ainda mais o cabedal brasileiro de recursos educacionais abertos e colocando o Brasil entre os mais avançados na área, como disse Cable Green, ex-diretor de elearning e educação aberta do Estado de Washington (Estados Unidos).
Braulio Araújo, do GPOPAI (Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso à Informação da Universidade de São Paulo), abriu as apresentações da terceira mesa, oferecendo esclarecimentos importantes acerca do funcionamento do mercado editorial e da forma como os direitos autorais – ou empresariais, como ele preferiu definir para o caso, por conta de o maior retorno financeiro permanecer com as editoras – são recolhidos. Pouco depois, Guilherme Canela, da Unesco, ressaltou a importância de também se atentar a problemas gerais da educação quando se pensa em REA.
A última mesa, dedicada à elaboração de políticas públicas, foi concluída com uma apresentação da coordenadora do projeto REA Brasil, Carolina Rossini.
O QUE SÃO RECURSOS EDUCACIONAIS ABERTOS
Imagine uma sala de aula online, com exercícios, planos de aula e jogos multimídia de qualidade. O poder de transformação que isso pode ter na educação é estrondoso. Para que sejam acessíveis a todos, esses materiais didáticos digitais precisam estar em formatos abertos e com licenças autorais livres. São os chamados Recursos Educacionais Abertos (REA), em definição da Unesco para uma tendência que vem se multiplicando no mundo inteiro.
No Brasil, a comunidade REA tem atingido grandes conquistas. Uma delas foi a realização do Seminário REA na Assembleia Legislativa de São Paulo.
Mais informações: Projeto REA
Fonte: Projeto REA (Recursos Educacionais Abertos)
Data: 14 de maio de 2011
By autson.com












