DICAS/LIMPEZA
Atenção aos procedimentos e uso de EPI’s e EPC’s
Treinamento da mão-de-obra, aplicação de produtos
adequados e uso de equipamentos de proteção individual
e coletiva, conforme exigido pela legislação, compõem
o trinômio básico da profissionalização
dos serviços de limpeza nas empresas. A receita parece simples,
mas para o presidente da Abralimp (Associação Brasileira
do Mercado de Limpeza Profissional), Ernesto Brezzi, ainda é
baixo o nível de preocupação em relação
ao cumprimento desses itens, especialmente entre as escolas. Já
o auditor de qualidade e consultor na área, Paulo Rodrigues
Félix, aponta que alguns hábitos antigos e inapropriados
são responsáveis por muitos casos de LER e DORT (lesões
por esforços repetitivos e distúrbios osteo-musculares)
nos trabalhadores.
Na limpeza úmida dos pisos, por exemplo, utiliza-se, “na
maioria das vezes, o rodo para puxar a água e secar a superfície.
Na limpeza seca (retirada de pó e sujeiras visíveis),
vassoura de pêlo e piaçava, mas o uso constante destes
acessórios causa lesões”, observa. Torcer o pano,
umedecido por produtos químicos (sabão em pó,
água sanitária, detergentes e outros), também
gera DORT, acrescenta Paulo, recomendando substituí-lo por
acessório tipo MOP ou balde espremedor. É um problema
que pesa no bolso, porque pode causar afastamentos, assim como a ausência
de EPI’s (equipamentos de proteção individual)
e EPC’s (de proteção coletiva) pode gerar acidentes
e novos prejuízos. Segundo a lei municipal 13.669/2003, é
obrigatória na cidade de São Paulo a sinalização
de áreas com pisos molhados ou escorregadios.
Os EPI’s, por sua vez, devem ser fornecidos pelo empregador,
conforme a Norma Regulamentadora no. 6, do Ministério do Trabalho
e Emprego. Cabe a ele exigir o seu uso, treinar o funcionário
e cuidar da manutenção. Somente poderão ser disponibilizados
itens aprovados pelo Sinmetro (Sistema Nacional de Metrologia, Normalização
e Qualidade Industrial). O presidente da Abralimp diz que a maior
parte das falhas observadas na limpeza reside justamente na área
dos EPI’s. “É importante conscientizar o funcionário
e reforçar o seu treinamento.”
O kit básico dos equipamentos de proteção no
segmento envolve luvas, botas de PVC, capacete, óculos, máscara
e protetor auricular, enumera o consultor Paulo Félix. Nestes
itens, precisam ser atendidas especificações quanto
a tamanho, cor e composição. As cores das luvas variam
conforme o setor da limpeza: azul (banheiros), verde (copa), laranja
(ambulatórios, enfermarias, fraldários e lactários),
amarela (demais áreas) e vermelha (locais críticos).
Isso não garante, porém, proteção. O seu
uso deve estar acompanhado de procedimentos adequados, como deixar
uma mão livre para manusear papéis colocados sobre uma
mesa que está sendo limpa, e assim, evitar a contaminação.
As luvas também devem ser retiradas ao se abastecer os banheiros
de toalheiros e papéis higiênicos. Aliás, é
preciso cuidado ao colocá-las e retirá-las, neste caso,
evitando o contato direto da pele com a superfície externa
do material, após a sua utilização.
Quanto aos equipamentos de proteção coletivo, são
indispensáveis as placas sinalizadoras de piso molhado, fita
zebrada, corrimão e fita antiderrapante, cones, correntes,
sinalização elétrica e eletrônica, de acordo
com a atividade que vai ser desenvolvida (R.F.).