Sistema de segurança – controle de acesso: Do “corpo a corpo” aos equipamentos eletrônicos

Atenção, abrir em uma nova janela. PDFImprimirE-mail

Catracas eletrônicas para controle de acesso dos alunos, por meio da leitura por cartão magnético ou leitura biométrica, já compõem o cenário das grandes instituições de ensino superior de São Paulo. Na rede privada de educação básica, colégios tradicionais e com bastante  uxo de estudantes, funcionários, fornecedores e visitantes vêm optando pelo sistema, os quais contêm recursos como o envio de SMS (mensagem via celular) aos pais, informando os horários de entrada e saída dos filhos.

Entretanto, o importante é integrar o controle a um sistema de segurança mais amplo, que permita à instituição, por exemplo, observar o que acontece em seu perímetro, em seu ambiente e contar com a gravação e arquivamento das imagens desses acessos via CFTV, alerta o diretor de marketing da Abese (Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança), Oswaldo Oggiam. “Na verdade, a catraca não atua sozinha, mas junto a um projeto de segurança”, explica.

O consultor em segurança Eduardo Lauande aponta que, em geral, ocorre “uma desatenção generalizada nos princípios preventivos de acesso às edificações”. Nas escolas, o especialista identifica um “cuidado considerável no embarque e desembarque veicular dos alunos, contudo, o foco da segurança limita-se mais a estas medidas”. É preciso planejar a segurança observando-se aspectos como o perfil do  uxo dos usuários, recomenda o consultor, que defende políticas diferenciadas para estudantes e visitantes, já que os primeiros configuram uma população fixa, de acesso constante, e a outra,  utuante. Além disso, em relação aos alunos, “o filtro no controle é dado pelo uniforme e a faixa etária”. Quanto à população  utuante, não há como escapar dos processos obrigatórios de identificação junto à portaria.

No Colégio Sidarta, a vice-diretora Maria Aparecida Schleier relata que o controle de acesso é feito de maneira separada para estudantes e visitantes. Com 270 alunos e localizado na região da Granja Viana, em Cotia, São Paulo, o Sidarta coloca sua própria equipe pedagógica (coordenador ou auxiliar) para acompanhar a chegada e saída dos alunos, que até o 9º ano somente podem ser liberados para pessoas oficialmente autorizadas pelos pais ou responsáveis. “É feito corpo a corpo mesmo”, afirma Maria Aparecida.

A partir do Ensino Médio, os estudantes passam a ter carteirinhas identificadas por fotos e cores diferenciadas. “A verde dá passe livre, libera o aluno para sair sozinho, conforme autorização da família. Na azul ele fica sujeito ao mesmo procedimento dos demais”, comenta a diretora. Já o controle de visitantes, pais e colaboradores é realizado por empresa terceirizada, que realiza duas triagens: inicialmente para veículos, depois para a recepção individual. (Por Rosali Figueiredo)

Leia artigo do consultor Eduardo Lauande sobre o perfil diferenciado da segurança no ambiente escolar e conheça o sistema de controle de frequência em sala de aula por identificação biométrica, implantado na Escola Municipal Roberto Mário Santini, de Praia Grande, Litoral de São Paulo.

Por Rosali Figueiredo


Saiba+
EDUARDO LAUANDE
Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

MARIA APARECIDA SCHLEIER
Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

OSWALDO OGGIAM
Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

 

Matéria publicada na Edição 72 de out/2011 da Revista Direcional Escolas